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Como o imposto impacta na formação do preço de venda

Postado por Márley Nolêto

Postado em 22/06/2016 09:20:00


A formação do preço de venda é uma tarefa complexa para qualquer empresa, por isso muitos fatores precisam ser levados em consideração, desde o preço de compra ao custo do processo produtivo, incluindo a temida carga tributária. 

Em muitos casos, para que o valor de venda do bem tenha uma margem de lucratividade, é preciso que a empresa transfira para o consumidor essa gama de impostos e, ao mesmo tempo, não perca a competitividade.

Acompanhe o post de hoje e saiba mais sobre esse assunto:

Quais tributos entram na formação do preço de venda?

Diante de tantas obrigações tributárias diferentes, precisamos saber quais impactam na formação do preço e como devem ser tratadas.

Os principais tributos que podem entrar nessa análise e devem ser verificados são:

  • IRPJ – Imposto de Renda Pessoa Jurídica: Incide sobre o lucro, de acordo com a forma de tributação que a empresa adota (Lucro Real, Presumido ou Arbitrado), recaindo diretamente sobre os resultados da empresa;
  • PIS – Programa de Integração Social: Contribuição de caráter social que financia programas assistenciais como seguro-desemprego e o abono salarial;
  • COFINS – Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social: Também de caráter social, financia áreas fundamentais como a previdência e a saúde pública;
  • ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços: Seu valor varia conforme o estado e incide sobre a circulação de mercadorias;
  • IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados: É aplicado sobre qualquer operação definida como processo industrial, ainda que não seja para fabricação do produto final.

O que é preciso saber para a formação do preço de venda de um produto?

As informações totais que você precisa ter em mão para definir um preço de venda de um produto são:

  • A opção tributária da empresa;
  • As alíquotas de impostos para seus produtos;
  • Os custos de produção ou compra, incluindo frete e armazenamento;
  • As despesas a serem rateadas entre os produtos do portfólio;
  • A margem de lucro desejada.

A premissa inicial é saber a margem de aplicação de cada um deles para a sua empresa, de acordo com seu tipo de tributação e outras variáveis, como o estado de aplicação para o ICMS.

Também é preciso conhecer o custo real do seu produto. Nesse conceito, consideram-se os impostos, o frete, a armazenagem também como parte do custo.

Além dos custos de produção diretos e indiretos, é preciso considerar o rateio das despesas fixas da empresa. Despesas comerciais como comissões de equipe de vendas ou frete de entrega precisam ser calculadas e rateadas, mesmo que partindo de períodos anteriores.

Entra, por fim, o cálculo da margem de lucro desejada para o produto. Nesse ponto, é preciso levar em consideração o valor de mercado do bem, o preço da concorrência, a projeção de crescimento e de lucro almejada pela empresa.

Qual o passo a passo para esse cálculo?

Em resumo, é possível calcular o preço de venda da seguinte forma:

  1. Cálculo do Custo do Produto: Preço de Compra + IPI + ICMS + Substituição Tributária + PIS/COFINS + FRETE;
  2. Inclusão da Margem de Lucro: Custo do Produto + Margem de Lucro desejada;
  3. Formação do Preço de Venda: Preço com Margem de Lucro + coeficiente de impostos de venda (Preço com Margem de Lucro)/(Alíquota PIS/COFINS).

Questões tributárias são delicadas, mas esperamos ter ajudado a esclarecer e fornecer as bases para a formação do preço de venda na sua empresa, pois essa é uma ferramenta fundamental para a saúde financeira do negócio!

Quer saber como um sistema de gestão pode ajudar na questão tributária? Leia esse artigo que preparamos especialmente sobre o tema!

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